É claro que não consigo escrever pouca coisa.
Acho isso um mal de mentes atordoadas e pessoas noturnas, meu caso.
Sábado, em meio a um início simples de crise de ansiedade, comecei a chorar e decidi que ligaria para meu tio. Iria pro Rio Grande do Sul, morar com ele.
Mas não é assim que a banda toca. Nunca foi.
E claro, no domingo, que passei o dia inteiro enfurnada na cama, curtindo minha depressão acompanhada de chás, tive uma pequena discussão com meu namorado.
Imagina só... Ele me chamou de dramática.
EU?! DRAMÁTICA??
Eis a resposta que dei a ele:
"Dramática??pq vc sempre teve seus pais presentes na sua vida, se preocupando com você, demonstrando preocupação por você, mesmo que você não goste. Agora se põe no meu lugar, aos 13 perdi meu pai, e desde então tenho sido culpada por isso, por ue minha mãe queria cuidar da casa e dos filhos ao invés de dar atenção pro marido. Ela jogou isso na minha cara já, que a culpada pela doença dela sou eu. Ela NUNCA se preocupou em saber se eu precisava de colo, um cafuné, um aconchego de mãe, acha que dar comida, teto e roupa supri todas as necessidades de uma pessoa, mas não supri. Eu tenho inveja da relação da sua mãe com a Mariana, por que eu sei que NUNCA terei algo assim na minha vida. Todos meus sonhos são demolidos por ela, tudo que quero ela diz que vai ser dinheiro jogado fora, tempo desperdiçado. Tudo que fiz algum dia, ela disse que era lixo, ela amassou, rasgou. Não existe nenhuma lembrança boa pra mim com relação a ela, nenhuma. Você não sabe o que é mendigar amor da sua mãe, por que você não precisa fazer isso. Eu faço isso todos os dias e recebo lixo em troca. Recebo desprezo, recebo ofensas. Eu me sinto pior que um vira-lata de rua. Você não sabe o que e ser dramático. Eu não sou dramática. Eu só estou cansada dessa vida de merda que eu tenho. SÓ ISSO!"
Pois é...
Essa foi minha última confissão de domingo (25/05/2014).
Espero PODER demorar pra escrever de novo... Ou não.
Isso me faz bem, mas não sempre. É estranho, por que não é a mesma coisa que você contar para um amigo, ou sei lá, não se tem uma resposta, um retorno...
Não se tem um abraço apertado quando termina de escrever, ninguém pra dizer "To contigo" "conte comigo" "eu te ajudo nessa"
Sinceramente, cada dia tenho menos vontade de acordar e sair da cama. Menos vontade de continuar essa vida, que pra mim, já deu.
Essa foi minha última confissão de domingo (25/05/2014).
Espero PODER demorar pra escrever de novo... Ou não.
Isso me faz bem, mas não sempre. É estranho, por que não é a mesma coisa que você contar para um amigo, ou sei lá, não se tem uma resposta, um retorno...
Não se tem um abraço apertado quando termina de escrever, ninguém pra dizer "To contigo" "conte comigo" "eu te ajudo nessa"
Sinceramente, cada dia tenho menos vontade de acordar e sair da cama. Menos vontade de continuar essa vida, que pra mim, já deu.
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