domingo, 25 de maio de 2014

A Dramática

É claro que não consigo escrever pouca coisa.
Acho isso um mal de mentes atordoadas e pessoas noturnas, meu caso.
Sábado, em meio a um início simples de crise de ansiedade, comecei a chorar e decidi que ligaria para meu tio. Iria pro Rio Grande do Sul, morar com ele.
Mas não é assim que a banda toca. Nunca foi.

E claro, no domingo, que passei o dia inteiro enfurnada na cama, curtindo minha depressão acompanhada de chás, tive uma pequena discussão com meu namorado.
Imagina só... Ele me chamou de dramática.

EU?! DRAMÁTICA??
Eis a resposta que dei a ele:

"Dramática??pq vc sempre teve seus pais presentes na sua vida, se preocupando com você, demonstrando preocupação por você, mesmo que você não goste. Agora se põe no meu lugar, aos 13 perdi meu pai, e desde então tenho sido culpada por isso, por ue minha mãe queria cuidar da casa e dos filhos ao invés de dar atenção pro marido. Ela jogou isso na minha cara já, que a culpada pela doença dela sou eu. Ela NUNCA se preocupou em saber se eu precisava de colo, um cafuné, um aconchego de mãe, acha que dar comida, teto e roupa supri todas as necessidades de uma pessoa, mas não supri. Eu tenho inveja da relação da sua mãe com a Mariana, por que eu sei que NUNCA terei algo assim na minha vida. Todos meus sonhos são demolidos por ela, tudo que quero ela diz que vai ser dinheiro jogado fora, tempo desperdiçado. Tudo que fiz algum dia, ela disse que era lixo, ela amassou, rasgou. Não existe nenhuma lembrança boa pra mim com relação a ela, nenhuma. Você não sabe o que é mendigar amor da sua mãe, por que você não precisa fazer isso. Eu faço isso todos os dias e recebo lixo em troca. Recebo desprezo, recebo ofensas. Eu me sinto pior que um vira-lata de rua. Você não sabe o que e ser dramático. Eu não sou dramática. Eu só estou cansada dessa vida de merda que eu tenho. SÓ ISSO!"
Pois é...
Essa foi minha última confissão de domingo (25/05/2014).
Espero PODER demorar pra escrever de novo... Ou não.
Isso me faz bem, mas não sempre. É estranho, por que não é a mesma coisa que você contar para um amigo, ou sei lá, não se tem uma resposta, um retorno...
Não se tem um abraço apertado quando termina de escrever, ninguém pra dizer "To contigo" "conte comigo" "eu te ajudo nessa"
Sinceramente, cada dia tenho menos vontade de acordar e sair da cama. Menos vontade de continuar essa vida, que pra mim, já deu.

Necessidade. Ou não.

Os últimos dia tem sido uma verdadeira tortura na minha vida.
Me sinto presa, sem liberdade alguma, sequer para chorar, e quando consigo chorar, me sinto fraca.

Na semana retrasada, cometi um erro, um erro que foi bom cometer. E como foi bom! hahaha
Decidi terminar meu namoro, estamos há quase 3 anos juntos, mas não é uma coisa que se posso dizer que é perfeita. Nada é perfeito, e nosso relacionamento está mais que longe da perfeição.

Sou uma pessoa extremamente carente, sinto necessidade de me sentir amada, desejada, querida; Necessidade de ouvir constantemente "Te amo" "Você está linda" Quero te ver hoje" "Adoro seu sorriso" coisas, que pro universo masculino podem parecer besteiras, tosquices, mas pra mim, são básicas.
Adoraria algum dia receber uma flor, mesmo que roubada do jardim do vizinho. Acreditem, tenho quase 23 anos, e nunca recebi flores na vida. Quando recebi, havia um cartão no buquê que dizia: "Para Kellen". Minha cunhada tinha acabado de ganhar bebê. É, a vida é dura e não é doce! (rapadura, rs)

Como se não fosse suficiente, eu tenho esse costume de me importar e querer resolver os problemas de todos meu amigos. Mas não compartilho os meus. Meus problemas são meus, não quero que ninguém sinta pena ou dó de mim, por isso é raro contar sobre minha vida, meus problemas.

Resumindo bem a história, acho que ta na hora de enfrentar meus problemas com uma ajuda especializada nisso, ajuda de um psicólogo.

Acho que já contei que tomo Rivotril, mas enfim, não to tomando direito, tomo apenas quando não consigo dormir e necessito descansar.
Ontem mesmo, tomei umas 20 gotas, mas eram 16h quando tomei 10 gotas, dormi por umas 2h 2:30h, levantei tomei banho e voltei pra cama, mais 10 gotas. Dormi até as 11h do domingo. Foi legal até...
Hoje passei o dia na cama, só levantei pra fazer chá, eu amo chás, e tomar banho.
Durante o banho, não sei o que houve, mas escutei minha mãe falando comigo, sei que respondi, mas não sei o que respondi e não sei como meu braço começou a sangrar...

Sei que fui eu, mas não sei, realmente não sei como cortei meu braço, nem por que...
Realmente, acho que já ta na hora de eu voltar a procurar ajuda...

Só queria dar o segundo passo, que é procurar por ela.